MUSEU HISTÓRICO PEDAGÓGICO
“BERNARDINO DE CAMPOS”
Na
esquina das ruas Luis Leite e Silva Pinto situa-se um prédio
construído em 1885. O qual se destaca dos demais da cidade
por ser o único edifício civil onde as meias colunas
toscanas, em relevo, fazem parte da fechada. Trata-se da antiga
residência do coronel Luis Leite, que, posteriormente adquirida
pela municipalidade, funcionou como Prefeitura Municipal a Câmara.
Graças aos esforços de muitos amparenses, notadamente
os doutores Áureos de Almeida Camargo e José Eduardo
Bastos, inaugura-se nesse prédio, em 29 de novembro de
1975, o Museu Histórico Pedagógico “Bernardino
de Campos”, constituindo-se num importante patrimônio
cultural da região do Circuito das Águas. Dispondo
de rico acervo formado por mobiliário do século
XIX, indumentária, instrumentos musicais, veículos
de transporte, porcelana, instrumentos cirúrgicos e aparelhos
de antigas boticas e farmácias, coleções
de fotografias, coleções entomológicas e
varias obras de arte, o museu, por sua diversidade, é considerado
um dos mais completos do estado, atraindo grande numero de visitantes
e pesquisadores.
CULTURA

Na época do apogeu do café, os
barões políticos ilustres de Amparo constroem casarões
e ampliam os espaços de convivência, como o famoso
clube Oito de Setembro. Com a vida urbana, as festas, os saraus
e as atividades sociais passam a exigir maior acompanhamento de
moda. Chapéus. leques, tecidos finos, bengalas, cremas,
penteados, tudo se reportava aos figurinos e á moda da
França. O Espelho de Cristal, que depois passa a se chamar
Loja Gama, e a Loja Marques são exemplos desse áureo
tempo que marca a historia da sociedade amparense.
Desde as mais remotas épocas, o amparense preocupa-se com
a cultura e o lazer. Nas famílias era obrigatório
o ensino da musica e, conseqüentemente, era freqüentas
as apresentações em público. O teatro ocupou
lugar de destaque na sociedade amparense, primeiramente com os
grupos amadores. Em 20 de março de 1890, é inaugurado
o famoso Theatro João Caetano, cujo teto é decorado
co pinturas de Benedito Calixto. Por sua importância, essa
casa de espetáculos contou com a presença de grandes
companhias de teatro, e apresentavam os mais famosos artistas
da época. O Theatro João Caetano abrigou também
o cinematografo falante, bem como as primeiras exibições
do cinema mudo e falado. Sua demolição ocorre na
década de 1960. Posteriormente surgem na cidade o Cine
Santa Helena e o Cine Variedades.
ESCRAVOS
Em 1830 a imprensa noticia que em Amparo um grupo
de escravos revoltos havia sido açoitado em praça
publica. O braço escravo tem grande importância na
manutenção da cultura cafeeira, responsável
pela riqueza e pelo progresso da cidade. O primeiro registro de
vendas de escravos em livro próprio data de 1863. Em 1872,
Amparo comemora com grandes festejos a entrega de cartas liberdade
a onze escravos. A partir dessa data, os escravos são gradativamente
libertados, de acordo com as leis de Sexagenário e do Ventre
Livre. A abolição da escravidão em 13 de
maio de 1888 é muito comemorada na cidade. Destacam-se
como abolicionistas Bernardino de Campos, coronel Luis Leite,
Tristão da Silveira Campos, Bento de Campos Silva, entre
outros.
IMIGRANTES
O estado se São Paulo foi o destino de
mais da metade dos imigrantes estrangeiros que se estabeleceram
no Brasil. As primeiras levas chegaram entre 1827 e 1880, quando
o estado recebe mais de 2,5 milhões de estrangeiros. Com
a expansão do café e o fim da escravidão
os fazendeiros paulistas estimulam a vinda de imigrantes para
a lavoura cafeeira. Entre 1880 e 1914, ocorre a grande imigração,
momento histórico que trouxe só para São
Paulo, mais de 1,5 milhões de estrangeiros. Em amparo fixam-se
italianos, portugueses, suíços, alemães e
árabes, tendo a imigração seu ponto alto
na segunda metade do século XIX. Eram homens, mulheres
e crianças que se dedicavam as lavouras e ao comercio.
Em 1929, com a queda do café, ate então a riqueza
do município, a economia sobre mudanças radicais,
diversificando-se e continuando a atrair pessoas de outras regiões,
e também tomam parte de vida da cidade e colaboram para
o seu progresso.
COMERCIO

Em 1869, já se tem noticia de que o comercio
de Amparo era constituído de estabelecimentos para venda
a varejo de bens necessários ao consumo dos habitantes.
No final do século XIX, a imprensa publica listagem com
muitas casas comercias das mais variadas especialidades. Nessa
época, surgem as primeiras fabricas, alfaiatarias, barbeiros,
e etc. A Loja Marques é a única que ainda hoje conserva
sua tradição no comercio amparense.
DR. BERNARDINO DE CAMPOS

Filho de família paulista, Bernardino
de Campos nasce em Pouso Alegre, Minas Gerais, em 6 de setembro
de 1841. forma-se em direito, em 1863, pela tradicional faculdade
do Largo São Francisco, convivendo com figuras ilustres
de sua época, como Prudente de Moraes, Campos Salles e
Rangel Pestana, entre outros. Casa-se no ano seguinte com Dona
Francisca de Barros Duarte, mudando-se, em 1866, para Amparo,
onde advoga durante 22 anos. Bernardino de Campos tem 16 filhos,
dos quis 13 amparenses. Destaca-se como republicano entusiasta
e jornalistas militante na imprensa de Amparo e de São
Paulo e defende a tese da abolição da escravatura.
Tem grande participação na vida política
paulista e brasileira, elegendo-se, em 1892, Presidente do Estado
(governador). Falece no dia 18 de janeiro de 1915.
RELIGIÃO

A função de Amparo é marcada
pela religiosidade de seus primeiros habitantes. Seus fundadores
trazem consigo uma imagem da Nossa Senhora do Amparo, que dá
origem ao nome da cidade. Instalados ás margens do rio
Camanducaia, erguendo uma capelinha para brigar a imagem e ali
realizar seus cultos. Posteriormente, a capela inicial é
transferia para i local onde construiu a igreja matriz. O primeiro
é transferia para o local onde construiu a igreja matriz.
O primeiro vigário da cidade á o padre José
Gomes Pereira de Silva. No entanto, o grande símbolo da
historia religiosa da cidade é o Monsenhor João
Batista Lisboa, que se dedicou por quase 60 anos á igreja
amparense. A cidade hoje é diocese, sendo o primeiro bispo
Don José Zugliani.
GRUPOS ESCOLARES

Em 8 de março de 1844, cria-se em Amparo
a cadeira de primeiras letras pela lei provincial n° 25 e,
1855, a primeira escola particular para o sexo feminino, sobre
a responsabilidade da professora Carolina Maria A. de Oliveira.
Os republicanos Bernardino de Campos e Assis Prado são
grandes incentivadores da primeira escola noturna primária,
inaugurada em 1871. Posteriormente, surgem os famosos colégios
de internatos, como o Azevedo Soares, que em 1886 é transferido
para São Paulo levando estudantes amparenses. Destaca-se
atuação por magistério teve o senhor João
Lourenço Rodrigues, nomeado em 1892 como professor da cadeira
de primeiras letras. A primeira escola pública a ser construída
em Amparo foi pó grupo escolar Luis Leite, inaugurado em
1894, segundo o estado, foi organizado seguindo um paradigma da
escola que recebe posteriormente o nome de Grupo Escolar Rangel
Pestana. Destaque também tem o Liceu de artes e Ofícios,
que a partir de 1913 promove inúmeros cursos, formando
profissionais que tiveram atuação em diversas áreas
ligadas à manufatura, prestação de serviços
e indústrias. Em 1935, é criado o colégio
do Estado. Hoje, Amparo conta com varias escolas, colégios
estaduais, municipais, particulares e uma Faculdade de Ciências
e Letras.
REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA
DE 1932

O começo dos anos 30 foi marcado por intensa
agitação em todo o pais. Uma revolução
derruba o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais
e São Paulo. Getúlio Vargas assume a Presidência
do Brasil em caráter provisório, mais com amplos
poderes. Todas as instituições legislativas são
abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras
Municipais. Os governadores do estados são depostos. Para
suas funções, Vargas nomeia interventores a política
centralizada de Vargas desagrada às oligarquias estaduais,
especialmente as de São Paulo. As elites políticas
sentem-se prejudicadas. Os liberais reivindicam a realização
de eleições e fim do governo provisório.
Em 1932, uma greve mobiliza milhares de trabalhadores no Estado.
Preocupados, empresários e latifundiários de São
Paulo se unem contra Vargas. No dia 23 de maio é realizado
um comício reivindicando uma nova Constituição
para o Brasil. O comício termina em conflito armado quatro
estudantes morrem, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo,
este ultimo amparense. As iniciais de seus nomes formam a sigla
MMDC, que se transforma no grande símbolo da revolução.
Em julho de 1932 explode a revolta. Tropas paulistas formadas
por combatentes de várias cidades, inclusive de Amparo,
são enviados para frentes de batalha em todo o estado.
Sem apoio de outros estados, após 3 meses de luta, em outubro,
os revoltos se rendem. Apesar de derrota dos paulistas em sua
luta por uma nova Constituição, dois anos depois
da revolução, em 1934, uma assembléia eleita
pelo povo promulga a nova Carta.
A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A segunda guerra mundial (1939-1945) resulta
dos choques entre os interesses das nações que dividiam
o mercado internacional desde o fim da primeira guerra mundial
e as pretensões do Estado alemão de conquistar o
mundo. Envolve os paises de todos os continentes, inclusive o
Brasil, e consuma o aniquilamento do 3° Reich, de Adolf Hitler,
e o declínio das velhas nações européias,
que passavam a ter, pela primeira vez, seu destino à mercê
de paises não-europeus – os Estados Unidos e a União
Soviética, as super potencias emergentes no pós-guerra.
Em agosto de 1942, em vista do torpedamento de navios brasileiros
por submarinos alemães, o governo decide declarar guerra
à Alemanha e Itália. É criada a FEB, Força
Expedicionária Brasileira, composta de milhares em um grande
contingente de pracinhas de todos os Estados, que foram lutar
e defender os interesses do Brasil em terras italianas. Amparenses
também se fazem presente nesse acontecimento que marca
não só nosso país, mas toda a humanidade.
RÁDIO

Oficialmente, o rádio é inaugurado
no pais em 7 de setembro de 1992, como parte das comemorações
do centenário da independência. O Rio de Janeiro
é a primeira cidade brasileira a instalar uma emissora
de rádio. No entanto, as transmissões foram encerradas
devido à ausência de um projeto que lhes desse continuidade.
Dessa forma, pode-se considerar o dia 20 de abril de 1993 como
a data de instalação do rádio no Brasil.
Na década de 20, esse veículo de comunicação
começa a espalhar-se pelo território brasileiro,
inicialmente destinado a elite e não a massa. São
Paulo tem sua primeira estação de rádio em
1925. Em 1927, Amparo torna-se a primeira cidade do interior a
instalar uma emissora, a Rádio Clube Amparense. Por motivos
financeiros, a rádio foi fechada em 1930, voltando ao ar
somente em 1947, com o prefixo ZYJ4. Fonte de lazer e magia, nele
o público encontrava programação rica e variada,
em que se destacam os programas de auditório, de radioteatro
e de humorismo. Até aproximadamente 1955, o rádio
reina absoluto como meio de comunicação no Brasil.
TELEVISÃO

Inaugurada em 18 de setembro de 1950, em São
Paulo, com a abertura da TV Tupi – canal 3, a televisão
brasileira tem na década de 50 um caráter de aventuras,
com o pioneirismo de seus profissionais desbravando os mistérios
do novo veiculo. No inicio, em virtude dos altos preços
dos aparelhos importados, apenas mais uma parte da população
mais abastada e por conseqüência mais culta tinha acesso
a esse veiculo de comunicação. Os primeiros anos
da televisão são marcados pela fase de aprendizagem,
improvisação ao vivo, tanto para o técnico
quanto para os artistas, que se expressavam de acordo com os conhecimentos
adquiridos no rádio no cinema e no teatro. Em janeiro de
1951 inaugura-se a TV Tupi – canal 6, no Rio de Janeiro,
em março de 1952, a TV Paulista – canal 5, em São
Paulo, e , em setembro de 1953, a TV Record – canal 7, também
em São Paulo.
Permanecendo no ar em geral das 18 às 22 horas, a programação
era bastante variada. No entanto, alguns gêneros, como teleteatro,
jornalismo e telenovela, tiveram grande aceitação.
Assim com o decorrer do tempo, a influencia da televisão
na indústria cultural brasileira e no comportamento social
se fez de forma marcante. Sua penetração em todas
as camadas sociais altera valores e impõe novos costumes,
formando, mesmo com os desníveis socioeconômico do
pais, uma massa popular totalmente envolvida por suas informações.
CIA. MOGIANA DE ESTRADAS DE FERRO

A vinda da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
a Amparo, no ano de 1875 se deve ao deve ao empenho de Comendador
Zeferino Guimarães e de Francisco de Assis Santos Prado.
A chegada da ferroviária facilita o escoamento do café
e a comunicação com a capital a outros centros,
marcado um importante período de desenvolvimento para o
município.
HOSPITAIS
Em 1875, com a epidemia de varíola se
propagando assustadoramente, é necessária a construção
de um hospital para atender as vítimas da doença,
popularmente conhecida como “Bexiga”. Nasce, assim,
o hospital Lazareto, graças a donativos das mais diversas
origens. Projetado pelo engenheiro Garcia Redondo, surge em 1890,
o hospital “ Ana Cintra”, devido aos esforços
do senhor Joaquim Pinto de Araújo Cintra, o Barão
de Campinas. Trata-se de um hospital moderno para a época,
dotado de muitos melhoramentos que a cidade de Amparo não
possuía. Em 1895 é construído o hospital
Isolamento onde hoje se localiza o Parque Ecológico.
Outro hospital de destaque em Amparo foi o hospital Grêmio
Português de Beneficio que, embora inaugurado em 1907, teve
sua concepção bem antes, em 1899.
TRANSPORTES


Os primeiros meios de transportes de Amparo são
o lombo de burro e as carroças. No período escravistas,
surgem Troles, Bangüês e Liteiras. Em 1875, chega a
Amparo a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, impulsionada
pela riqueza da produção cafeeira da região.
No ano de 1877, devido ao progresso da cidade, surgem diversas
propostas de concessão para a construção
de uma linha de bondes de atração animal, posteriormente,
de bondes a vapor, cuja a execução não passou
de mero projeto. Em 1909, por ocasião da epidemia de varíola,
são adquiridos dois carros fúnebres e uma ambulância
de atração animal.
Em 1910 e 1911, com a evolução urbana, chegam os
primeiros automóveis, pertencentes ao senhor Sebastião
Gama e ap Dr. Remígio.
IMPRENSA

A imprensa tem papel relevante na história
amparense desde 1871, com a publicação do “Almanak
do Amparo” para 1872, organizado por Francisco D’Assis
Santos Prado. O primeiro jornal da cidade, “Tribuna Amparense”,
surge em 1873, e a cidade passa daí em diante, a manter
periódicos regulares. Em 1879 surgem o “ Diário
do Amparo” folha que se intitulava imparcial, e “A
Epocha”, semanário republicano imprenso em Campinas,
com curta duração que circulou somente até
os primeiros meses de 1880. No mesmo ano, a “Gazeta do Amparo”,
começa a ser editado também por curto período.
Posto em circulação em 1882, o “Comércio
do Amparo”, jornal conservador, e, no fim, de 1885, adquirido
por José do Amaral Souza, que troca o nome para “Gazeta
de Amparo”, e emprega a uma linguagem sóbria, noticiosa
e literária nos textos. A publicação existe
até o ano de 1889. Lançado em 1886, o “Correio
Amparense” destaca-se na época como um dos mais polêmicos
jornais do Estado, sofrendo intervenções em decorrência
do descontentamento da sociedade local com a publicação.
Em conseqüência dessas polemicas, o jornal desaparece,
bem como o “Diário do Amparo”, em 1894. Merecem
grande destaque na imprensa os almanaques públicos por
Jorge Pires de Godoy a partir de 1888, além de inúmeros
jornais como “O Amparense” 1882, “Jornal do
Amparo” 1899, “Comércio do Amparo” 1901,
“Tribuna do Amparo” 1905, “Comarca do Amparo”
1906, “O Beija-Flor” 1911, “Município
do Amparo” 1912, “O Camandocaia” 1913, “O
Município” 1915, foi se suma importância para
a compreensão do desenvolvimento histórico, político
econômico da cidade.
FRANCISCO D’ASSIS SANTOS
PRADO
Francisco D’Assis Santos Prado nasce em
Campinas em 1831, filho de Raimundo Álvares dos Santos
Prado Leme e Dona Maria Michelina de Castro Camargo. Ocupou em
Campinas o posto de tenente cirurgião do batalhão
de infantaria da guarda nacional. Em Amparo foi proprietário
da famosa botica Assis Prado, que ocupava as dependências
de sua residência, também centro de importantes reuniões
políticas.
DR. PAULINIO RECCH
O grande médico e pesquisador, Dr. Paulino
Recch nasce em Amparo em 28 de novembro de 1886. Na cidade inicia
seus estudos e, posteriormente forma-se em medicina no Rio de
Janeiro. Retorna a Amparo iniciando seu trabalho no hospital Ana
Cintra e no Grêmio português de beneficência.
Em 1912, começa a se dedicar ao estudo de orquídeas
e, em 1914, seu orquidário já é famoso e
freqüentado por botânicos como Frederico C. Hoehne.
Paulino Recch também se interessou por pesquisas relacionadas
à plantação do eucaliptos e, a partir de
1920, se dedica á entomologia, formando importante coleção
de insetos.
ILUMINAÇÃO

Quando anoitecia a cidade ficava ás escuras.
Dificilmente se passeavam á noite. Não existiam
clubes, apenas as vendas onde se aglomeravam pessoas em volta
das velas ou lamparinas.
Raramente as mulheres freqüentavam esses ambientes. As sessões
da Câmara Municipal aconteciam à luz de velas. Apenas
nos anos de 1870, as principais ruas de Amparo passaram a ser
iluminadas por lampiões a querosene. Foram doados pelos
moradores das ruas da constituição, Rosário,
Duque de Caxias, Princesa Imperial e Direita (atuais: Barão
de Campinas, 15 de novembro, Duque de Caxias, Luis Leite e 13
de Maio respectivamente).
Essa doação tem um caráter emblematório
inaugural. Embora ínfima é a primeira a possuir
a mesma natureza de gestos feitos pela iniciativa privada para
dotar a cidade dos seus mais importantes equipamentos coletivos.
Nos lampiões doados a Câmara, podemos encontrar também
o primeiro germe significativo do comportamento “moderno”
da sociedade “moderna”, em uma cidade que se queria
moderna.
O trem era esperado como a “grande via do progresso”
e chegaria em novembro de 1875, inspirando novos rumos ao traçado
urbano e a vida da cidade.
A malha urbana cresceu rapidamente e com ela o números
de lampiões. Em 1879 eram 63, 86 em 1883 e em 1885 eram
88 lampiões.
Embora o numero de lampiões houvesse crescido, a iluminação
estava restrita às principais ruas da cidade. Dessa forma
muitos moradores da região não iluminada acabaram
por mandar fazer em lampiões em suas expensas, entregando
a municipalidade o custeio da sua manutenção. A
primeira tentativa para a iluminação elétrica,
surgiu na proposta de 1889 feita pelo agrimensor Gregório
de Castro Mascorenhos.
Durante as festas do Divino, em 1890, alguém montou, no
largo da matriz um equipamento que produzia iluminação
à base de eletricidade. Esse equipamento que, provavelmente,
usava como fonte uma bateria, deve ter causado na população
um grande alvoroço.
Comparado a luz dos lampiões, o efeito produzido pelas
duas lâmpadas elétricas instaladas, por pouco tempo,
no longo da matriz, desencadeou uma serie de reivindicações
para a melhoria da iluminação pública.
Em 1891, a Câmara municipal resolveu discutir a preferência
pelo tipo de iluminação a ser empregada na cidade,
em substituição ao querosene. Eletricidade ou gás.
Para isso, consultara, através de correspondência
as intendências de Casa Branca e Ouro Preto, as quais apresentava
um questionário.
Da proposta de Ouro Preto não tivemos notícias,
porém, a intendência de Casa Branca se manifestaria
inteiramente a favor da iluminação elétrica.
Nesse ano de 1892, a iluminação pública continuava
mesmo sob protestos da imprensa e da população,
sendo á base de querosene.Totalizavam nesse momento cento
e setenta lampiões.
Em novembro de 1893, uma proposta apresentada por Carlos Ferreira
(jornalista), Henrique Laymet (engenheiro de artes e manufatura)
e Joaquim de Toledo (guarda livros), colocariam fim as discussões.
Propunham a criação de uma “campanha”
para a instalação de energia elétrica na
cidade, promovendo, assim, a iluminação pública.
Aprovada a proposta, a 8 de julho de 1894, o poder legislativo
municipal declara de utilidade pública os terrenos necessários
para a instalação de uma usina hidráulica
no bairro da Bocaina.
No mês seguinte, entretanto, Carlos Ferreira e Henrique
Laymet transferiam o Banco Industrial Amparense à concessão
que haviam obtido.
As condições contratuais que previam as lâmpadas
de arco voltaico, colocadas no centro da rua, fizeram com que
Laymet optasse por um poste treliçado, esbelto e com uma
pequena curvatura na ponta superior. O treliçado, além
de transmitir leveza ao poste, ainda favorecia a escala do pessoal
da manutenção. A curvatura faia com que a lâmpada
avançasse sobre o leito carroçável da rua,
embora não atingisse o centro. Um equipamento simples,
constituído de roldanas, cabos e manivela, fazia com que
se pudesse baixar a luminária com a respectiva lâmpada
para a substituição dos carvões.
Revendo um balancete do Banco Industrial Amparense, datado de
1903, encontramos o seu “ativo” a quantidade de “cem
postes para lâmpadas de arco voltaico”, o que nos
faz pensar que na importância desse material, previu-se
uma cera reserva, pois a planta de 1904 nos indica uma quantidade
de apenas 71 lâmpadas.
Enfim, em maio de 1892 foi “entregue a municipalidade à
iluminação elétrica, de tanto almejada pela
população em peso” e a cidade não estaria
mais às escuras.
O MUSEU
A formação de coleções
é provavelmente quase tão importante quanto o próprio
homem.
Essas coleções, a partir do século XVIII,
passam a serem chamadas de Gabinetes de Raridades, Gabinetes de
Curiosidades ou Câmaras de Maravilhas, reunindo animais,
objetos exóticos, pinturas, minérios ou obras raras,
fabulosas ou insólidas, em um verdadeiro bricabraque no
qual impera o amontoamento.
Mais tarde, essas coleções dão origem a vários
museus, notadamente os de belas artes e de história natural.
Revivendo um pouco desses primórdios, procuramos demonstrar
no ecletismo de acervo exposto a mentalidade da época,
o colecionismo, a raridade e a curiosidade.
RESERVA TÉCNICA

O Museu guarda uma reserva com acervos importantes
do passado. Essa reserva NÃO é aberta ao público,
podendo ser agendas visitas técnicas de pesquisa com profissionais
da área.
OUTRAS INFORMAÇÕES
SOBRE O MUSEU
Nosso Museu é mantido pela
Prefeitura Municipal (Funcionário, prédio, gastos
em geral), mas o acervo é do Estado. Cada sala do Museu
mostra um cenário diferente. Todo o acervo do Museu é
voltado de assultos da cidade e foram doados por pessoas de Amparo.
Além dos objetos, o Museu possui uma sala de pesquisa com
materiais do final do século XIX e começo do século
XX (Jornais, revistas, almanaques e livros).
O Projeto MUSEU VIVO traz durante o ano todo ao Museu atrações
como peças de teatro, Workshops, música ao vivo
e apresentações culturais.
OUTRAS FOTOS
Confira abaixo fotos de outros
objetos do acervo. Trata-se de objetos pessoais, máquinas
fotográficas, máquina de lavar roupas, moda, beleza,
objetos de cozinha, quarto e sala, entre outros:
VISITAÇÃO E HORÁRIOS
DE FUNCIONAMENTO
O Museu fica aberto ao público
de Terça-Feira à Sexta-Feira das 13:00 às
17:00 h e aos sábados, e feriados das 10:00 às 17:00
h
Para Grupos, fazer agendamento
antes com Maria da Graça pelo telefone
(19) 3807-2742 |