MUSEU HISTÓRICO PEDAGÓGICO “BERNARDINO DE CAMPOS”

Na esquina das ruas Luis Leite e Silva Pinto situa-se um prédio construído em 1885. O qual se destaca dos demais da cidade por ser o único edifício civil onde as meias colunas toscanas, em relevo, fazem parte da fechada. Trata-se da antiga residência do coronel Luis Leite, que, posteriormente adquirida pela municipalidade, funcionou como Prefeitura Municipal a Câmara. Graças aos esforços de muitos amparenses, notadamente os doutores Áureos de Almeida Camargo e José Eduardo Bastos, inaugura-se nesse prédio, em 29 de novembro de 1975, o Museu Histórico Pedagógico “Bernardino de Campos”, constituindo-se num importante patrimônio cultural da região do Circuito das Águas. Dispondo de rico acervo formado por mobiliário do século XIX, indumentária, instrumentos musicais, veículos de transporte, porcelana, instrumentos cirúrgicos e aparelhos de antigas boticas e farmácias, coleções de fotografias, coleções entomológicas e varias obras de arte, o museu, por sua diversidade, é considerado um dos mais completos do estado, atraindo grande numero de visitantes e pesquisadores.

CULTURA

Na época do apogeu do café, os barões políticos ilustres de Amparo constroem casarões e ampliam os espaços de convivência, como o famoso clube Oito de Setembro. Com a vida urbana, as festas, os saraus e as atividades sociais passam a exigir maior acompanhamento de moda. Chapéus. leques, tecidos finos, bengalas, cremas, penteados, tudo se reportava aos figurinos e á moda da França. O Espelho de Cristal, que depois passa a se chamar Loja Gama, e a Loja Marques são exemplos desse áureo tempo que marca a historia da sociedade amparense.
Desde as mais remotas épocas, o amparense preocupa-se com a cultura e o lazer. Nas famílias era obrigatório o ensino da musica e, conseqüentemente, era freqüentas as apresentações em público. O teatro ocupou lugar de destaque na sociedade amparense, primeiramente com os grupos amadores. Em 20 de março de 1890, é inaugurado o famoso Theatro João Caetano, cujo teto é decorado co pinturas de Benedito Calixto. Por sua importância, essa casa de espetáculos contou com a presença de grandes companhias de teatro, e apresentavam os mais famosos artistas da época. O Theatro João Caetano abrigou também o cinematografo falante, bem como as primeiras exibições do cinema mudo e falado. Sua demolição ocorre na década de 1960. Posteriormente surgem na cidade o Cine Santa Helena e o Cine Variedades.

ESCRAVOS

Em 1830 a imprensa noticia que em Amparo um grupo de escravos revoltos havia sido açoitado em praça publica. O braço escravo tem grande importância na manutenção da cultura cafeeira, responsável pela riqueza e pelo progresso da cidade. O primeiro registro de vendas de escravos em livro próprio data de 1863. Em 1872, Amparo comemora com grandes festejos a entrega de cartas liberdade a onze escravos. A partir dessa data, os escravos são gradativamente libertados, de acordo com as leis de Sexagenário e do Ventre Livre. A abolição da escravidão em 13 de maio de 1888 é muito comemorada na cidade. Destacam-se como abolicionistas Bernardino de Campos, coronel Luis Leite, Tristão da Silveira Campos, Bento de Campos Silva, entre outros.

IMIGRANTES

O estado se São Paulo foi o destino de mais da metade dos imigrantes estrangeiros que se estabeleceram no Brasil. As primeiras levas chegaram entre 1827 e 1880, quando o estado recebe mais de 2,5 milhões de estrangeiros. Com a expansão do café e o fim da escravidão os fazendeiros paulistas estimulam a vinda de imigrantes para a lavoura cafeeira. Entre 1880 e 1914, ocorre a grande imigração, momento histórico que trouxe só para São Paulo, mais de 1,5 milhões de estrangeiros. Em amparo fixam-se italianos, portugueses, suíços, alemães e árabes, tendo a imigração seu ponto alto na segunda metade do século XIX. Eram homens, mulheres e crianças que se dedicavam as lavouras e ao comercio. Em 1929, com a queda do café, ate então a riqueza do município, a economia sobre mudanças radicais, diversificando-se e continuando a atrair pessoas de outras regiões, e também tomam parte de vida da cidade e colaboram para o seu progresso.

COMERCIO

Em 1869, já se tem noticia de que o comercio de Amparo era constituído de estabelecimentos para venda a varejo de bens necessários ao consumo dos habitantes. No final do século XIX, a imprensa publica listagem com muitas casas comercias das mais variadas especialidades. Nessa época, surgem as primeiras fabricas, alfaiatarias, barbeiros, e etc. A Loja Marques é a única que ainda hoje conserva sua tradição no comercio amparense.

DR. BERNARDINO DE CAMPOS

Filho de família paulista, Bernardino de Campos nasce em Pouso Alegre, Minas Gerais, em 6 de setembro de 1841. forma-se em direito, em 1863, pela tradicional faculdade do Largo São Francisco, convivendo com figuras ilustres de sua época, como Prudente de Moraes, Campos Salles e Rangel Pestana, entre outros. Casa-se no ano seguinte com Dona Francisca de Barros Duarte, mudando-se, em 1866, para Amparo, onde advoga durante 22 anos. Bernardino de Campos tem 16 filhos, dos quis 13 amparenses. Destaca-se como republicano entusiasta e jornalistas militante na imprensa de Amparo e de São Paulo e defende a tese da abolição da escravatura. Tem grande participação na vida política paulista e brasileira, elegendo-se, em 1892, Presidente do Estado (governador). Falece no dia 18 de janeiro de 1915.

RELIGIÃO

A função de Amparo é marcada pela religiosidade de seus primeiros habitantes. Seus fundadores trazem consigo uma imagem da Nossa Senhora do Amparo, que dá origem ao nome da cidade. Instalados ás margens do rio Camanducaia, erguendo uma capelinha para brigar a imagem e ali realizar seus cultos. Posteriormente, a capela inicial é transferia para i local onde construiu a igreja matriz. O primeiro é transferia para o local onde construiu a igreja matriz. O primeiro vigário da cidade á o padre José Gomes Pereira de Silva. No entanto, o grande símbolo da historia religiosa da cidade é o Monsenhor João Batista Lisboa, que se dedicou por quase 60 anos á igreja amparense. A cidade hoje é diocese, sendo o primeiro bispo Don José Zugliani.

GRUPOS ESCOLARES

Em 8 de março de 1844, cria-se em Amparo a cadeira de primeiras letras pela lei provincial n° 25 e, 1855, a primeira escola particular para o sexo feminino, sobre a responsabilidade da professora Carolina Maria A. de Oliveira. Os republicanos Bernardino de Campos e Assis Prado são grandes incentivadores da primeira escola noturna primária, inaugurada em 1871. Posteriormente, surgem os famosos colégios de internatos, como o Azevedo Soares, que em 1886 é transferido para São Paulo levando estudantes amparenses. Destaca-se atuação por magistério teve o senhor João Lourenço Rodrigues, nomeado em 1892 como professor da cadeira de primeiras letras. A primeira escola pública a ser construída em Amparo foi pó grupo escolar Luis Leite, inaugurado em 1894, segundo o estado, foi organizado seguindo um paradigma da escola que recebe posteriormente o nome de Grupo Escolar Rangel Pestana. Destaque também tem o Liceu de artes e Ofícios, que a partir de 1913 promove inúmeros cursos, formando profissionais que tiveram atuação em diversas áreas ligadas à manufatura, prestação de serviços e indústrias. Em 1935, é criado o colégio do Estado. Hoje, Amparo conta com varias escolas, colégios estaduais, municipais, particulares e uma Faculdade de Ciências e Letras.

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

O começo dos anos 30 foi marcado por intensa agitação em todo o pais. Uma revolução derruba o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São Paulo. Getúlio Vargas assume a Presidência do Brasil em caráter provisório, mais com amplos poderes. Todas as instituições legislativas são abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores do estados são depostos. Para suas funções, Vargas nomeia interventores a política centralizada de Vargas desagrada às oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo. As elites políticas sentem-se prejudicadas. Os liberais reivindicam a realização de eleições e fim do governo provisório. Em 1932, uma greve mobiliza milhares de trabalhadores no Estado. Preocupados, empresários e latifundiários de São Paulo se unem contra Vargas. No dia 23 de maio é realizado um comício reivindicando uma nova Constituição para o Brasil. O comício termina em conflito armado quatro estudantes morrem, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, este ultimo amparense. As iniciais de seus nomes formam a sigla MMDC, que se transforma no grande símbolo da revolução. Em julho de 1932 explode a revolta. Tropas paulistas formadas por combatentes de várias cidades, inclusive de Amparo, são enviados para frentes de batalha em todo o estado. Sem apoio de outros estados, após 3 meses de luta, em outubro, os revoltos se rendem. Apesar de derrota dos paulistas em sua luta por uma nova Constituição, dois anos depois da revolução, em 1934, uma assembléia eleita pelo povo promulga a nova Carta.

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A segunda guerra mundial (1939-1945) resulta dos choques entre os interesses das nações que dividiam o mercado internacional desde o fim da primeira guerra mundial e as pretensões do Estado alemão de conquistar o mundo. Envolve os paises de todos os continentes, inclusive o Brasil, e consuma o aniquilamento do 3° Reich, de Adolf Hitler, e o declínio das velhas nações européias, que passavam a ter, pela primeira vez, seu destino à mercê de paises não-europeus – os Estados Unidos e a União Soviética, as super potencias emergentes no pós-guerra.
Em agosto de 1942, em vista do torpedamento de navios brasileiros por submarinos alemães, o governo decide declarar guerra à Alemanha e Itália. É criada a FEB, Força Expedicionária Brasileira, composta de milhares em um grande contingente de pracinhas de todos os Estados, que foram lutar e defender os interesses do Brasil em terras italianas. Amparenses também se fazem presente nesse acontecimento que marca não só nosso país, mas toda a humanidade.

RÁDIO

Oficialmente, o rádio é inaugurado no pais em 7 de setembro de 1992, como parte das comemorações do centenário da independência. O Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a instalar uma emissora de rádio. No entanto, as transmissões foram encerradas devido à ausência de um projeto que lhes desse continuidade. Dessa forma, pode-se considerar o dia 20 de abril de 1993 como a data de instalação do rádio no Brasil. Na década de 20, esse veículo de comunicação começa a espalhar-se pelo território brasileiro, inicialmente destinado a elite e não a massa. São Paulo tem sua primeira estação de rádio em 1925. Em 1927, Amparo torna-se a primeira cidade do interior a instalar uma emissora, a Rádio Clube Amparense. Por motivos financeiros, a rádio foi fechada em 1930, voltando ao ar somente em 1947, com o prefixo ZYJ4. Fonte de lazer e magia, nele o público encontrava programação rica e variada, em que se destacam os programas de auditório, de radioteatro e de humorismo. Até aproximadamente 1955, o rádio reina absoluto como meio de comunicação no Brasil.

TELEVISÃO

Inaugurada em 18 de setembro de 1950, em São Paulo, com a abertura da TV Tupi – canal 3, a televisão brasileira tem na década de 50 um caráter de aventuras, com o pioneirismo de seus profissionais desbravando os mistérios do novo veiculo. No inicio, em virtude dos altos preços dos aparelhos importados, apenas mais uma parte da população mais abastada e por conseqüência mais culta tinha acesso a esse veiculo de comunicação. Os primeiros anos da televisão são marcados pela fase de aprendizagem, improvisação ao vivo, tanto para o técnico quanto para os artistas, que se expressavam de acordo com os conhecimentos adquiridos no rádio no cinema e no teatro. Em janeiro de 1951 inaugura-se a TV Tupi – canal 6, no Rio de Janeiro, em março de 1952, a TV Paulista – canal 5, em São Paulo, e , em setembro de 1953, a TV Record – canal 7, também em São Paulo.
Permanecendo no ar em geral das 18 às 22 horas, a programação era bastante variada. No entanto, alguns gêneros, como teleteatro, jornalismo e telenovela, tiveram grande aceitação. Assim com o decorrer do tempo, a influencia da televisão na indústria cultural brasileira e no comportamento social se fez de forma marcante. Sua penetração em todas as camadas sociais altera valores e impõe novos costumes, formando, mesmo com os desníveis socioeconômico do pais, uma massa popular totalmente envolvida por suas informações.

CIA. MOGIANA DE ESTRADAS DE FERRO

A vinda da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro a Amparo, no ano de 1875 se deve ao deve ao empenho de Comendador Zeferino Guimarães e de Francisco de Assis Santos Prado.
A chegada da ferroviária facilita o escoamento do café e a comunicação com a capital a outros centros, marcado um importante período de desenvolvimento para o município.

HOSPITAIS

Em 1875, com a epidemia de varíola se propagando assustadoramente, é necessária a construção de um hospital para atender as vítimas da doença, popularmente conhecida como “Bexiga”. Nasce, assim, o hospital Lazareto, graças a donativos das mais diversas origens. Projetado pelo engenheiro Garcia Redondo, surge em 1890, o hospital “ Ana Cintra”, devido aos esforços do senhor Joaquim Pinto de Araújo Cintra, o Barão de Campinas. Trata-se de um hospital moderno para a época, dotado de muitos melhoramentos que a cidade de Amparo não possuía. Em 1895 é construído o hospital Isolamento onde hoje se localiza o Parque Ecológico.
Outro hospital de destaque em Amparo foi o hospital Grêmio Português de Beneficio que, embora inaugurado em 1907, teve sua concepção bem antes, em 1899.

TRANSPORTES

Os primeiros meios de transportes de Amparo são o lombo de burro e as carroças. No período escravistas, surgem Troles, Bangüês e Liteiras. Em 1875, chega a Amparo a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, impulsionada pela riqueza da produção cafeeira da região. No ano de 1877, devido ao progresso da cidade, surgem diversas propostas de concessão para a construção de uma linha de bondes de atração animal, posteriormente, de bondes a vapor, cuja a execução não passou de mero projeto. Em 1909, por ocasião da epidemia de varíola, são adquiridos dois carros fúnebres e uma ambulância de atração animal.
Em 1910 e 1911, com a evolução urbana, chegam os primeiros automóveis, pertencentes ao senhor Sebastião Gama e ap Dr. Remígio.

IMPRENSA

A imprensa tem papel relevante na história amparense desde 1871, com a publicação do “Almanak do Amparo” para 1872, organizado por Francisco D’Assis Santos Prado. O primeiro jornal da cidade, “Tribuna Amparense”, surge em 1873, e a cidade passa daí em diante, a manter periódicos regulares. Em 1879 surgem o “ Diário do Amparo” folha que se intitulava imparcial, e “A Epocha”, semanário republicano imprenso em Campinas, com curta duração que circulou somente até os primeiros meses de 1880. No mesmo ano, a “Gazeta do Amparo”, começa a ser editado também por curto período.
Posto em circulação em 1882, o “Comércio do Amparo”, jornal conservador, e, no fim, de 1885, adquirido por José do Amaral Souza, que troca o nome para “Gazeta de Amparo”, e emprega a uma linguagem sóbria, noticiosa e literária nos textos. A publicação existe até o ano de 1889. Lançado em 1886, o “Correio Amparense” destaca-se na época como um dos mais polêmicos jornais do Estado, sofrendo intervenções em decorrência do descontentamento da sociedade local com a publicação.
Em conseqüência dessas polemicas, o jornal desaparece, bem como o “Diário do Amparo”, em 1894. Merecem grande destaque na imprensa os almanaques públicos por Jorge Pires de Godoy a partir de 1888, além de inúmeros jornais como “O Amparense” 1882, “Jornal do Amparo” 1899, “Comércio do Amparo” 1901, “Tribuna do Amparo” 1905, “Comarca do Amparo” 1906, “O Beija-Flor” 1911, “Município do Amparo” 1912, “O Camandocaia” 1913, “O Município” 1915, foi se suma importância para a compreensão do desenvolvimento histórico, político econômico da cidade.

FRANCISCO D’ASSIS SANTOS PRADO

Francisco D’Assis Santos Prado nasce em Campinas em 1831, filho de Raimundo Álvares dos Santos Prado Leme e Dona Maria Michelina de Castro Camargo. Ocupou em Campinas o posto de tenente cirurgião do batalhão de infantaria da guarda nacional. Em Amparo foi proprietário da famosa botica Assis Prado, que ocupava as dependências de sua residência, também centro de importantes reuniões políticas.


DR. PAULINIO RECCH

O grande médico e pesquisador, Dr. Paulino Recch nasce em Amparo em 28 de novembro de 1886. Na cidade inicia seus estudos e, posteriormente forma-se em medicina no Rio de Janeiro. Retorna a Amparo iniciando seu trabalho no hospital Ana Cintra e no Grêmio português de beneficência. Em 1912, começa a se dedicar ao estudo de orquídeas e, em 1914, seu orquidário já é famoso e freqüentado por botânicos como Frederico C. Hoehne. Paulino Recch também se interessou por pesquisas relacionadas à plantação do eucaliptos e, a partir de 1920, se dedica á entomologia, formando importante coleção de insetos.

ILUMINAÇÃO

Quando anoitecia a cidade ficava ás escuras. Dificilmente se passeavam á noite. Não existiam clubes, apenas as vendas onde se aglomeravam pessoas em volta das velas ou lamparinas.
Raramente as mulheres freqüentavam esses ambientes. As sessões da Câmara Municipal aconteciam à luz de velas. Apenas nos anos de 1870, as principais ruas de Amparo passaram a ser iluminadas por lampiões a querosene. Foram doados pelos moradores das ruas da constituição, Rosário, Duque de Caxias, Princesa Imperial e Direita (atuais: Barão de Campinas, 15 de novembro, Duque de Caxias, Luis Leite e 13 de Maio respectivamente).
Essa doação tem um caráter emblematório inaugural. Embora ínfima é a primeira a possuir a mesma natureza de gestos feitos pela iniciativa privada para dotar a cidade dos seus mais importantes equipamentos coletivos. Nos lampiões doados a Câmara, podemos encontrar também o primeiro germe significativo do comportamento “moderno” da sociedade “moderna”, em uma cidade que se queria moderna.
O trem era esperado como a “grande via do progresso” e chegaria em novembro de 1875, inspirando novos rumos ao traçado urbano e a vida da cidade.
A malha urbana cresceu rapidamente e com ela o números de lampiões. Em 1879 eram 63, 86 em 1883 e em 1885 eram 88 lampiões.
Embora o numero de lampiões houvesse crescido, a iluminação estava restrita às principais ruas da cidade. Dessa forma muitos moradores da região não iluminada acabaram por mandar fazer em lampiões em suas expensas, entregando a municipalidade o custeio da sua manutenção. A primeira tentativa para a iluminação elétrica, surgiu na proposta de 1889 feita pelo agrimensor Gregório de Castro Mascorenhos.
Durante as festas do Divino, em 1890, alguém montou, no largo da matriz um equipamento que produzia iluminação à base de eletricidade. Esse equipamento que, provavelmente, usava como fonte uma bateria, deve ter causado na população um grande alvoroço.
Comparado a luz dos lampiões, o efeito produzido pelas duas lâmpadas elétricas instaladas, por pouco tempo, no longo da matriz, desencadeou uma serie de reivindicações para a melhoria da iluminação pública.
Em 1891, a Câmara municipal resolveu discutir a preferência pelo tipo de iluminação a ser empregada na cidade, em substituição ao querosene. Eletricidade ou gás.
Para isso, consultara, através de correspondência as intendências de Casa Branca e Ouro Preto, as quais apresentava um questionário.
Da proposta de Ouro Preto não tivemos notícias, porém, a intendência de Casa Branca se manifestaria inteiramente a favor da iluminação elétrica.
Nesse ano de 1892, a iluminação pública continuava mesmo sob protestos da imprensa e da população, sendo á base de querosene.Totalizavam nesse momento cento e setenta lampiões.
Em novembro de 1893, uma proposta apresentada por Carlos Ferreira (jornalista), Henrique Laymet (engenheiro de artes e manufatura) e Joaquim de Toledo (guarda livros), colocariam fim as discussões.
Propunham a criação de uma “campanha” para a instalação de energia elétrica na cidade, promovendo, assim, a iluminação pública.
Aprovada a proposta, a 8 de julho de 1894, o poder legislativo municipal declara de utilidade pública os terrenos necessários para a instalação de uma usina hidráulica no bairro da Bocaina.
No mês seguinte, entretanto, Carlos Ferreira e Henrique Laymet transferiam o Banco Industrial Amparense à concessão que haviam obtido.
As condições contratuais que previam as lâmpadas de arco voltaico, colocadas no centro da rua, fizeram com que Laymet optasse por um poste treliçado, esbelto e com uma pequena curvatura na ponta superior. O treliçado, além de transmitir leveza ao poste, ainda favorecia a escala do pessoal da manutenção. A curvatura faia com que a lâmpada avançasse sobre o leito carroçável da rua, embora não atingisse o centro. Um equipamento simples, constituído de roldanas, cabos e manivela, fazia com que se pudesse baixar a luminária com a respectiva lâmpada para a substituição dos carvões.
Revendo um balancete do Banco Industrial Amparense, datado de 1903, encontramos o seu “ativo” a quantidade de “cem postes para lâmpadas de arco voltaico”, o que nos faz pensar que na importância desse material, previu-se uma cera reserva, pois a planta de 1904 nos indica uma quantidade de apenas 71 lâmpadas.
Enfim, em maio de 1892 foi “entregue a municipalidade à iluminação elétrica, de tanto almejada pela população em peso” e a cidade não estaria mais às escuras.

O MUSEU

A formação de coleções é provavelmente quase tão importante quanto o próprio homem.
Essas coleções, a partir do século XVIII, passam a serem chamadas de Gabinetes de Raridades, Gabinetes de Curiosidades ou Câmaras de Maravilhas, reunindo animais, objetos exóticos, pinturas, minérios ou obras raras, fabulosas ou insólidas, em um verdadeiro bricabraque no qual impera o amontoamento.
Mais tarde, essas coleções dão origem a vários museus, notadamente os de belas artes e de história natural.
Revivendo um pouco desses primórdios, procuramos demonstrar no ecletismo de acervo exposto a mentalidade da época, o colecionismo, a raridade e a curiosidade.

RESERVA TÉCNICA

O Museu guarda uma reserva com acervos importantes do passado. Essa reserva NÃO é aberta ao público, podendo ser agendas visitas técnicas de pesquisa com profissionais da área.

OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE O MUSEU

Nosso Museu é mantido pela Prefeitura Municipal (Funcionário, prédio, gastos em geral), mas o acervo é do Estado. Cada sala do Museu mostra um cenário diferente. Todo o acervo do Museu é voltado de assultos da cidade e foram doados por pessoas de Amparo.
Além dos objetos, o Museu possui uma sala de pesquisa com materiais do final do século XIX e começo do século XX (Jornais, revistas, almanaques e livros).
O Projeto MUSEU VIVO traz durante o ano todo ao Museu atrações como peças de teatro, Workshops, música ao vivo e apresentações culturais.

OUTRAS FOTOS

Confira abaixo fotos de outros objetos do acervo. Trata-se de objetos pessoais, máquinas fotográficas, máquina de lavar roupas, moda, beleza, objetos de cozinha, quarto e sala, entre outros:

VISITAÇÃO E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO

O Museu fica aberto ao público de Terça-Feira à Sexta-Feira das 13:00 às 17:00 h e aos sábados, e feriados das 10:00 às 17:00 h

Para Grupos, fazer agendamento antes com Maria da Graça pelo telefone
(19) 3807-2742

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